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Como mitigar riscos psicossociais?


Há um erro comum nas organizações: tentar "curar" o funcionário individualmente (com palestras de mindfulness ou folgas pontuais) enquanto o ambiente continua doente.


Vou usar uma analogia simples pra isso, a analogia do digitador: É fácil entender que um bancário dos anos 90 desenvolvia LER (Lesão por Esforço Repetitivo) porque a função exigia digitação excessiva. O problema era a função, não a mão desse trabalhador.


Nas questões mentais, a lógica é a mesma. A sobrecarga crônica que se estende por meses e anos leva ao Burnout. O foco deve estar no ambiente de trabalho e no que ele causa ao coletivo.


Em uma perícia judicial, a pergunta será: a empresa mudou o ambiente ou apenas pediu para o funcionário aguentar mais um pouco?


O perito irá analisar se a empresa tentou:


  • Adaptar o homem ao trabalho doente: foco individual/administrativo que é geralmente considerado insuficiente perante a lei.

  • Adaptar o trabalho ao homem: Foco organizacional/ergonômico conforme previsto na NR-17 e na NR-01.


Mitigar não é um discurso bonito. As empresas precisam garantir uma mudança estrutural com:


  • Redesenho de responsabilidades: evitar o acúmulo de funções.

  • Ajuste de Quadro: contratar para dividir a sobrecarga.

  • Cultura Organizacional: mudar processos que premiam o esgotamento.


Enquanto as empresas focam no indivíduo e ignoram a cultura que adoece, o passivo humano e financeiro continuará crescendo!


 
 
 

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