Como mitigar riscos psicossociais?
- Andréa Fidelis

- há 7 horas
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Há um erro comum nas organizações: tentar "curar" o funcionário individualmente (com palestras de mindfulness ou folgas pontuais) enquanto o ambiente continua doente.
Vou usar uma analogia simples pra isso, a analogia do digitador: É fácil entender que um bancário dos anos 90 desenvolvia LER (Lesão por Esforço Repetitivo) porque a função exigia digitação excessiva. O problema era a função, não a mão desse trabalhador.
Nas questões mentais, a lógica é a mesma. A sobrecarga crônica que se estende por meses e anos leva ao Burnout. O foco deve estar no ambiente de trabalho e no que ele causa ao coletivo.
Em uma perícia judicial, a pergunta será: a empresa mudou o ambiente ou apenas pediu para o funcionário aguentar mais um pouco?
O perito irá analisar se a empresa tentou:
Adaptar o homem ao trabalho doente: foco individual/administrativo que é geralmente considerado insuficiente perante a lei.
Adaptar o trabalho ao homem: Foco organizacional/ergonômico conforme previsto na NR-17 e na NR-01.
Mitigar não é um discurso bonito. As empresas precisam garantir uma mudança estrutural com:
Redesenho de responsabilidades: evitar o acúmulo de funções.
Ajuste de Quadro: contratar para dividir a sobrecarga.
Cultura Organizacional: mudar processos que premiam o esgotamento.
Enquanto as empresas focam no indivíduo e ignoram a cultura que adoece, o passivo humano e financeiro continuará crescendo!



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