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O custo que as empresas não estão vendo


O tema da judicialização dos riscos psicossociais ganhou um novo patamar no Brasil com as discussões em cima da NR01. Decisões recentes em processos fizeram com que o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deixasse de ser apenas um documento técnico de prevenção para se tornar uma evidência jurídica contra a própria empresa.


O real problema: as empresas verem o PGR apenas como uma burocracia

Acompanhando as empresas, percebo que o erro mais comum é a gestão encarar o PGR como uma obrigação, um procedimento administrativo, um relatório que deve ser preenchido.


Algumas empresas não compreendem que o PGR é um documento formal de declaração das condições de trabalho, com valor técnico, legal e probatório.


Neste documento fica declarado a existência de riscos psicossociais como a sobrecarga cognitiva, a pressão excessiva por metas, a gestão injuntiva, os conflitos organizacionais recorrentes e o assédio moral estrutural. A empresa está formalizando os perigos que existem no ambiente de trabalho.


O problema não é reconhecer o risco. O problema é reconhecer e não agir.

Do ponto de vista jurídico e pericial, o raciocínio é bastante simples: se a empresa reconhece os riscos psicossociais mas não desenvolve um plano de ação contínuo monitorável para mitigar esses riscos, então ela é responsável.

Neste caso, se o trabalhador adoece ou sofre dano psíquico, o PGR se torna uma prova pré-constituída de nexo causal.


Reconhecer sem estruturar sai caro!

As empresas precisam compreender a importância da cultura organizacional. O clima de medo, metas abusivas, liderança despreparada e silenciamento deixam rastros documentais, e o PGR é um deles.


Fazer o diagnóstico dos riscos psicossociais sem transformar isso em política, prática e gestão, irá deixar a empresa mais vulnerável!


 O que a sua empresa está fazendo, de forma concreta, depois de reconhecer os riscos psicossociais?


A prevenção superficial agora não é mais suficiente! Para se proteger, as empresas precisam:


  • incorporar os riscos psicossociais como parte da infraestrutura organizacional,

  • construir planos de ação reais, contínuo e auditáveis,

  • tirar o PGR do lugar de burocracia e incorporá-lo na cultura e no capital social da empresa.


A partir de agora, o PGR não se trata mais de “cumprir a norma”, ele é um instrumento que retrata fielmente a maturidade (ou da omissão) organizacional. Ele é um instrumento para proteger a empresa, as pessoas e a sustentabilidade do negócio.


Vamos encarar juntos os riscos psicossociais com uma estratégia real de proteção e gestão? Se conecte comigo e me mande uma mensagem!


 
 
 

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