O custo que as empresas não estão vendo
- Andréa Fidelis

- 23 de jun.
- 2 min de leitura

O tema da judicialização dos riscos psicossociais ganhou um novo patamar no Brasil com as discussões em cima da NR01. Decisões recentes em processos fizeram com que o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deixasse de ser apenas um documento técnico de prevenção para se tornar uma evidência jurídica contra a própria empresa.
O real problema: as empresas verem o PGR apenas como uma burocracia
Acompanhando as empresas, percebo que o erro mais comum é a gestão encarar o PGR como uma obrigação, um procedimento administrativo, um relatório que deve ser preenchido.
Algumas empresas não compreendem que o PGR é um documento formal de declaração das condições de trabalho, com valor técnico, legal e probatório.
Neste documento fica declarado a existência de riscos psicossociais como a sobrecarga cognitiva, a pressão excessiva por metas, a gestão injuntiva, os conflitos organizacionais recorrentes e o assédio moral estrutural. A empresa está formalizando os perigos que existem no ambiente de trabalho.
O problema não é reconhecer o risco. O problema é reconhecer e não agir.
Do ponto de vista jurídico e pericial, o raciocínio é bastante simples: se a empresa reconhece os riscos psicossociais mas não desenvolve um plano de ação contínuo monitorável para mitigar esses riscos, então ela é responsável.
Neste caso, se o trabalhador adoece ou sofre dano psíquico, o PGR se torna uma prova pré-constituída de nexo causal.
Reconhecer sem estruturar sai caro!
As empresas precisam compreender a importância da cultura organizacional. O clima de medo, metas abusivas, liderança despreparada e silenciamento deixam rastros documentais, e o PGR é um deles.
Fazer o diagnóstico dos riscos psicossociais sem transformar isso em política, prática e gestão, irá deixar a empresa mais vulnerável!
O que a sua empresa está fazendo, de forma concreta, depois de reconhecer os riscos psicossociais?
A prevenção superficial agora não é mais suficiente! Para se proteger, as empresas precisam:
incorporar os riscos psicossociais como parte da infraestrutura organizacional,
construir planos de ação reais, contínuo e auditáveis,
tirar o PGR do lugar de burocracia e incorporá-lo na cultura e no capital social da empresa.
A partir de agora, o PGR não se trata mais de “cumprir a norma”, ele é um instrumento que retrata fielmente a maturidade (ou da omissão) organizacional. Ele é um instrumento para proteger a empresa, as pessoas e a sustentabilidade do negócio.
Vamos encarar juntos os riscos psicossociais com uma estratégia real de proteção e gestão? Se conecte comigo e me mande uma mensagem!



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