Danos invisíveis de uma gestão inadequada
- Andréa Fidelis

- 23 de jun.
- 1 min de leitura

Muitas vezes, olhamos para a segurança do trabalho e pensamos apenas em capacetes e luvas. No entanto, a ciência moderna e a legislação atual (NR-01) nos exigem um olhar muito mais profundo: os perigos psicossociais.
Mas qual diferença entre Perigo e Risco Psicossocial?
O perigo é a fonte. É aquela jornada de 12 horas, a sobrecarga constante e a falta de clareza de papel. Já o risco é a probabilidade real dessa fonte se transformar em um diagnóstico.
Enquanto o perigo é intrínseco à condição de trabalho, o risco é a mensuração de como essa condição impacta o sujeito.
O estresse crônico não fica "apenas na cabeça". Ele se manifesta em danos psicofisiológicos severos:
Danos Físicos: hipertensão arterial, distúrbios do sono e doenças psicossomáticas.
Danos Mentais: Síndrome de Burnout, episódios depressivos e transtornos de ansiedade.
O inventário de riscos do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) não é uma peça burocrática. Ao reconhecer formalmente um risco sem implementar medidas de mitigação, a empresa cria uma prova documental de autoria e materialidade.
O resultado? Majoração do FAP (Fator Acidentário de Prevenção), aumento do passivo trabalhista e, acima de tudo, o sofrimento humano.
Gerenciar o risco não significa apenas identificar o perigo, mas estimar sua magnitude para priorizar a intervenção.
Sua empresa gerencia pessoas ou apenas inventaria riscos no papel?



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